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Publicado em 10/05/2019
Tempo de leitura: 2 minutos

Santista brilha na França em exposição representando os povos indígenas do Brasil

O santista Renato Faustino, o TIJA, está em exposição no Espace Philippe Noiret, em Les Clayes-sous-Bois, na região de Paris, representando os povos indígenas do Brasil, junto com um grupo de artistas, a convite da artista plástica brasileira Claudia Camposs.

“Os europeus se interessam muito pela cultura e arte indígena da América do Sul. O trabalho da Claudia Camposs é unir as duas culturas no Terres Indigènes. Eu estou representando os Asurinis do Xingu, uma comunidade localizada próxima ao Igarapé Ipixuna, no Pará. Cláudia designou para mim, porque temos artes semelhantes. A riqueza de detalhes geométricos na cultura do povo integrou bem ao meu visual”, contou TIJA ao Viver em Santos e Região.

Então, TIJA criou três bandeiras com três elementos básicos onde estão representados:

  •  Força da Natureza: a variante da Lua na vida da comunidade, o impacto na agricultura de subsistência e a colheita
  •  Comunidade: hierarquia e linha de raciocínio lógico para o bem comum da comunidade.
  • Cultura: a arte como forma de preservar a tradição perdurando nas novas gerações

“A princípio, quando recebi a tarefa, pensei em me reinventar e fazer algo inédito para mim também. Eu me preocupei em não me apropriar da obra indígena, mas fazer uma simples homenagem”, ressaltou.

Para isso, optou por trabalhar com tecido e tingimento natural. O santista considera importante sentir nas mãos os processos que vieram dos ancestrais. Para conseguir tinta com resíduos de abacate, beterraba e casca de cebola, levou três meses de testes regulares. “Não me pergunte como cheguei nos tons, mas foi dando certo pelo tempo de cozimento. Quanto mais vivo, mais tempo ficava na panela. Depois de fixadas as cores com uma alquimia de sal e mais alguns itens (segredo), corri pra criar carimbos para um processo de estamparia manual. Digamos que o processo foi 97% manual e natural. Usei apenas um fogão como ‘tecnologia’ e uma máquina de costura”, contou TIJA.

Os testes foram para ele como um laboratório de novos processos, porque costuma a viver sempre pensando em tecnologia, quando, na verdade, sente que o processo manual é mais satisfatório.

A exposição segue até 21 de maio, porém TIJA está em negociação para que a obra chegue até a Espanha, onde deverá permanecer por mais um mês.

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Noelle Neves

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