Jovem santista faz relato emocionante sobre luta contra depressão

A depressão é uma doença psiquiátrica, que pode apresentar sintomas como tristeza profunda, associada a sentimentos de dor, amargura, desencanto, desesperança, baixa autoestima, culpa, distúrbios de sono e de apetite. Sintomas estes que Bruno Matos, de 25 anos, manifestou na adolescência e conviveu até aceitar sua condição. A luta que enfrentou contra a depressão foi difícil e o quase fez perder a vida.

O santista considera que teve uma infância normal, mas que alguns problemas e traumas fizeram os primeiros sintomas graves aparecerem aos 14 anos. “A tristeza não era mais controlada, ou algo que eu podia fingir simplesmente não existir. Comecei a perder o total interesse por tudo que sempre amei, esporte, escola, amigos”, contou.

De acordo com o estudante de logística, o começo foi assustador. Mas que depois acostumou e passou a viver com uma máscara social, buscando sempre demonstrar que tudo vai bem. Mas não estava. Por isso, procurou tratamento diversas vezes, mas sempre interrompia quando achava que estava tudo bem.

“A depressão também o rouba senso de cuidado com nossa própria vida. Com o passar do tempo, passei a viver como um robô, cheio de cicatrizes no corpo, cheio de ideias e pensamentos negativos. Não digo que vivia, mas que lutava pra sobreviver. Interromper o tratamento, seja de medicamentos ou terapia, me custou muito caro”, lembrou.

O ápice da doença na vida do jovem chegou há dois anos, quando desistiu de viver. Com isso, se tornou uma pessoa destrutiva, sem expectativas ou planos para o futuro. Conforme o relato, passou madrugadas em hospitais por conta das tentativas de tirar a própria vida.

O que o motivou buscar ajuda, dois de tanto sofrimento, foi a fé que tem em Deus e a ajuda da namorada, que esteve ao lado dele nos momentos de dores e crises de pânico e ansiedade. E agora, que se sente mais saudável, luta para conscientizar que a depressão é uma doença traiçoeira e que sem tratamento, não para de crescer.

“Foi muito difícil, mas aprendi algumas coisas com a depressão. Existe dor e muito sofrimento por trás de um sorriso. Aprendi o poder que as palavras têm. Sim, as palavras podem curar ou matar alguém. Além disso, e o principal foi que quem avisa, pode sim acabar com a própria vida. Não espere que seu amigo ou familiar chegue ao ponto de tirar a própria vida, para levar a sua doença a sério”, enfatizou.

O principal conselho que dá por quem está passando pela mesma situação é: ter persistência. É difícil a adaptação a medicação, mas interromper o tratamento no meio pode ser pior. “As crises vão passar, sejam elas de minutos ou até horas, mas elas passam”.

Depressão é assunto sério. Se souber de alguém que esteja mal, aconselhe a procurar ajuda.
Quem estiver com crise de ansiedade ou pânico e sentir vontade de tirar a própria vida, pode entrar em contato com o Centro de Valorização da Vida pelo telefone (13) 3234-4111. O aconselhamento é gratuito.

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