Amigos e família criam campanha de arrecadação:”precisamos de um milhão de tampinhas”

A gestação da professora Danielle Romay foi tranquila. Casada há quatro meses, quando soube que estava gerando uma vida pulou de alegria. O passar dos meses com o desenvolvimento saudável do bebê a deixava ainda mais animada.

Quando chegou a 28ª semana, em uma consulta onde veria pela primeira vez o rostinho mais detalhado do filho Miguel, em um exame 4D, foi surpreendida. A médica percebeu algo de diferente e solicitou alguns exames para avaliar a possibilidade de mielomeningocele (malformação congênita da coluna vertebral), Hidrocefalia (dilatação da cabeça, que compromete visão, habilidades cognitivas e coordenação motora) e má formação de Arnold Chiari (crânio anormalmente pequeno ou disforme).

“Quando recebemos a confirmação, passamos em médicos de Santos e de São Paulo. Nos falaram que, caso ele sobrevivesse, precisaria de muitos cuidados, pois seria cego, surdo e se alimentaria por sonda. O risco do nascimento era tanto que o parto precisou ser agendado, porque um parto normal poderia ser prejudicá-lo”, contou Danielle.
Contrariando todas as expectativas, no dia 17 de junho de 2013, na Santa Casa de Santos, Miguel veio ao mundo com muita força. Com apenas duas horas de vida, precisou passar por uma cirurgia de correção da mielo e, na semana seguinte, colocou uma válvula de derivação para controle da Hidrocefalia (que teve que ser trocada sete meses depois).

Mesmo com os alertas e com a grande chance de mortalidade, Miguel cresceu esperto, brinca e estuda como qualquer outra criança. A parte cognitiva dele foi totalmente preservada e, inclusive, se tornou atleta da equipe Fast Wheels de Santos. “A única coisa que afetou na família é que eu precisei parar de trabalhar para cuidar dele… A sequela dele é a paraplegia e bexiga e intestino neurogênicos. Como o Miguel faz fisioterapia desde os 4 meses de idade e precisa de alguns cuidados, me dedico somente a ele. Até porque, por mais que as sequelas sejam permanentes, há uma chance de que ele ande; nunca como nós, mas pode andar com andador ou muletas”, disse.

Para a mãe, os principais desafios são que ele está crescendo e necessitando de novos equipamentos. Tutor longo, andador e cadeira de rodas, que são extremamente importantes para a rotina de uma criança ativa. De acordo com Danielle, ele ama passear, ir ao shopping, aquário, museu, brincar com os primos, mas quem faz diferença real na vida dele é a irmã, a pequena Marina. Apesar de só ter um ano de idade, o estimula muito.

“Estamos trocando de apartamento. Aqui é muito pequeno e o Miguel quase não consegue se locomover por falta de espaço e por ter escada. Com a mudança, estamos sem recurso para comprar o que prescreveram para ele”, explicou. Mas ainda há esperança no mundo. As primas das crianças, visando o melhor para a família, iniciaram uma campanha na última segunda-feira (29). A intenção é arrecadar e vender tampas de plástico para custear as necessidades do menino.
Conforme a pesquisa realizada, será necessária a arrecadação de mais ou menos um milhão de tampinhas para que consigam a quantia de R$ 7 mil para pagar a cadeira de rodas da marca Jumper (recomendada). “Se vamos conseguir alcançar a meta rápido, não sei, mas está acontecendo uma corrente solidária tão linda! Estamos recebendo tanto carinho, que tudo isso já faz valer a pena. Conseguimos doações de gráficas, muitas amigas professoras estão levando a campanha para dentro de escolas, o Fast Wheels também abraçou a causa. Vamos conseguir”, finalizou.

Confira os pontos de arrecadação. Caso deseje ajudar de outra forma, entre em contato com Danielle através do número (13) 97418-3634.

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