Pais enlutados pelo suicídio dos filhos encontram forças em um grupo de apoio

Quinta-feira, 13 de março de 2014. Ivo Oliveira Farias perto da hora do almoço seguiu em direção à casa da ex-esposa. Apesar da separação, o contato do pai com os três filhos era bem próximo. Com a filha mais velha, Ariele, ainda mais. O sonho da menina era seguir a carreira do pai e ser oficial de justiça, inclusive, já até o ajudava com certidões digitais.

Além de matar a saudade, o motivo do encontro foi para levar a CPU do computador do filho mais novo para instalar uma placa de vídeo. No momento, os filhos mais novos estavam em suas respectivas escolas e Ariele, que tinha acabado de se formar no ensino médio, o acompanhou e eles passaram boa parte do dia juntos. Fizeram uma refeição juntos, com direito à sobremesa, e conversaram sobre planos de fim de semana. A jovem contou para o pai sobre o quanto queria tirar a carteira de habilitação. O momento familiar durou até mais ou menos 15h30. Esta foi a última vez que Ivo a viu.

“Quando retornei a casa no fim da tarde para ver meus outros filhos, vi o que tinha acontecido, tentei reanimá-la, sem sucesso, durante 30 minutos. Só parei, porque estava exausto. Hoje em dia, eu reconheço que ela já estava morta mesmo e não havia mais o que fazer. Mas a gente sempre tem uma esperança”, disse.

Para Ivo, não houve sinal algum. Ariele sempre foi muito quieta e calada. Posteriormente, a família encontrou um bilhete que dizia que não era culpa de ninguém e que era melhor estar morta do que causar decepções; e os materiais que foram usados no planejamento do suicídio. “Ela se despediu normalmente de mim naquela quinta-feira, mas ela planejou tudo. Pelo menos, acreditamos nisso, pelos indícios que achamos”, lembrou.

 Já no caso da aposentada Maria Cristina da Silva Miguel, sua filha, Mariana, fez tratamento psiquiátrico e psicológico dos 14 aos 19 anos. O cuidado era tanto, que no período em que esteve depressiva, nunca ficou sozinha em casa. Quando a jovem completou 20 anos, pediu a mãe para morar em São Paulo.

“Ela era Cosplayer e tudo aconteceu lá. Começou a dividir um apartamento com uma amiga, fazia faculdade de fotografia, estava namorando… Mas no dia 26/01/2013, ela desistiu de viver”, contou Cristina.

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