Morador de Cubatão ganha prêmio internacional por projeto inovador sobre o câncer cerebral

Através de um experimento que usa como elemento principal um capacete, um jovem de 19 anos, estudante de uma escola em Cubatão, ganhou prêmios nos Estados Unidos, por desenvolver método de detecção de câncer cerebral com baixo custo.

Vitor Hugo Xavier dos Santos contou com a ajuda do professor Alexandre de Oliveira, da Escola Federal de iniciação científica da cidade. “Ele tem doutorado e pós-doutorado e toda a tese foi baseada em micro-ondas. Me inspirei no que ele fez, mas usei como ideia um capacete”, explicou.

O foco não é substituir a ressonância magnética, mas usar como um exame inicial, que pode estar presente em todo hospital ou clínica por ser acessível. De acordo com Vitor, o custo de um aparelho de ressonância chega de R$ 720 mil a R$ 1 milhão, enquanto o desenvolvimento do capacete é de em torno de R$ 6 mil.

“O câncer cerebral é mais presente em crianças de 1 a 19 anos. É considerado uma doença silenciosa, porque demora em média 10 anos para chegar no estágio final. E só nessa fase que os sintomas começam a aparecer. Nisso, o câncer já tem o tamanho de uma laranja e a chance de cura é mínima. Com um aparelho acessível, seria possível salvar muitas vidas, já que os exames poderiam ser realizados com regularidade. De acordo com minhas pesquisas, o recomendado pelos médicos é de uma vez por ano”, contou Vitor.

O aparelho detecta diferenças de massa no cérebro. São duas antenas que emitem ondas eletromagnéticas. Conforme Vitor, a massa cefálica é praticamente única, portanto, se tiver alguma massa diferente, no caso do câncer, será detectado. “Tem 100% de eficácia. A única coisa que não posso garantir é se é câncer ou não. Se uma pessoa tiver levado um tiro, por exemplo, e a bala tiver ficado alojada, vai detectar. O que quer dizer? Que servirá de alerta”, enfatizou.

Pelo projeto inovador, o estudante foi convidado para participar do TrepCamp, um simulador de empreendedorismo, que ocorreu em New York, na New York University. Vitor ficou um mês e meio estudando e aplicando o projeto. “O objetivo foi criar uma startup com um grupo de algum projeto, então escolhemos o meu. Fomos vencedores e agora vamos para Los Angeles, em outubro, para competir com os vencedores de todo o mundo, apresentando para os melhores investidores. A equipe vencedora receberá 10.000 dólares, além de investimentos”, disse.

A vitória foi muito significativa para o jovem, que estudou em escola pública durante toda a vida. “Nasci no Bairro Cota 200, estudei no colégio Maria Helena. Em seguida, fui para São Vicente, estudei no colégio Saulo Tarso. Terminei o meu ensino fundamental no Casqueiro, no Colégio Castelo Branco. Agora estou concluindo o ensino médio na Federal de Cubatão. Minha mãe é ascensorista de elevador e sempre me apoiou. Além deste prêmio, ganhei outros, como: jovem inovador, melhor participante e melhor equipe (todos por votos populares)”, finalizou.

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