Economia e criatividade: amigos criam caiaque de garrafa pet e chamam atenção nas redes sociais

Os jovens de 22 anos, Alex Tokuda e Brenno Carbonaro, sempre gostaram de aventura. Desde a época da escola, procuravam atividades diferentes e aos 14 anos, descobriram um novo hobby, andar de caiaque. Como eram jovens e “a grana” era curta, o que restava era pegar emprestado com conhecidos e amigos.

“Gostávamos tanto de estar em contato com a água, que no meu aniversário de 20 anos fizemos uma comemoração no farol do canal 6, bem no meio do mar”, contou Brenno.

Há dois anos, os momentos de diversão deram uma pausa, pois Brenno foi para a Itália fazer faculdade. Ainda em Santos, por vergonha de pedir emprestado, já que não tinha intimidade com os donos, Alex parou de praticar. No entanto, o mês de fevereiro deste ano teve “um quê” especial, afinal, os amigos se reencontraram e colocaram uma ideia em prática: montaram um caiaque do zero, feito com garrafas pet.

De acordo com Alex, um caiaque novo custava R$ 400 reais. Como queriam muito andar quando Brenno estivesse na cidade, sem depender de alguém, tiveram uma ideia mais barata. “Eu já tinha visto um modelo parecido em cima de um carro, mas não tinha a menor ideia de como era a funcionalidade na água. Decidimos arriscar”, explicou Carbonara.

“Outra motivação foi saber que com um caiaque nosso, poderia andar com a minha namorada. Queria um para poder passar mais tempo com ela também. Com a estratégia definida, começamos a arrecadar garrafas para a produção”, contou Alex.

A arrecadação consistiu em “revirar” o lixo reciclável de prédio de amigos e pedir doações através das redes sociais. Com muito empenho, conseguiram 530 garrafas pet. A próxima etapa foi a higienização e preparação para montagem.

Os amigos contam que todos os dias se encontravam para construir o caiaque. Segundo eles, apesar de terem visto muitos tutoriais na Internet, o projeto foi realizado com base em tentativa e erro.

“Para a pet ficar dura, utilizamos gelo seco. Para dar uma resistência maior quanto as ondas, colocamos canos PVC. Muitas pessoas contribuíram com ideias, fizemos um planejamento e fizemos testes até chegar no que queríamos”, relatou Brenno.

Com tanta dedicação durante 20 dias, o resultado, para eles, é satisfatório: além de o caiaque aguentar ficar pertinho de navios, suportar até 250 kg e ter estabilidade, ainda incentiva outras pessoas a usarem materiais acessíveis para construir um objeto bacana e funcional.

“Foi gratificante encontrar banhistas na praia, que nos elogiaram pelo trabalho e ficavam curiosos, “pedindo instruções” de como montar um do mesmo jeito”, lembrou Brenno.

“Virou uma sensação, muitas pessoas pediram para tirar foto… Muitas crianças subiram nele. Nem imaginávamos esse resultado. Mas ficamos felizes demais em saber que gostaram do que fizemos e que, de alguma maneira, estamos incentivando a reciclagem”, finalizou Alex.

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