Como funciona a vermifugação em cães e gatos

Coluna: Bem-estar animal por Antonella Chiaratti
A vermifugação nada mais é que a administração de remédios que combatem vermes dentro do organismo de cães e gatos. É comum em filhotes, após 21 a 30 dias do nascimento, já serem administrados esse tipo de medicamento. A prescrição é feita por médicos veterinários, que avaliam vermífugo adequado para cada cão, dependendo do ambiente onde vive, situação em que a mãe foi cuidada durante a gestação e se foi vermifugada ou não prévio e durante a gravidez.
A prescrição de vermífugos é feita de forma indiscriminada e o excesso faz mal, muito mal para o organismo. Portanto, animais devem ser vermifugados apenas diante da presença de vermes diagnosticados por exame de fezes, protoparasitológico de fezes ou coproparasitológico de fezes. Em caso de positividade, ou seja, na presença de vermes ou larvas, a prescrição deve ser feita.
Importante salientar que existem diversos tipos no mercado e que cada um tem um princípio ativo e age em diferentes tipos de verminoses, então não é todo e qualquer vermífugo que deve ser feito.
Diariamente, conversamos com tutores explicando que vermífugos não devem ser administrados a cada 4 ou 6 ou 12 meses como uma prática habitual. A indicação é que primeiro seja feito o exame de fezes, com frequência de 4 ou 6 meses, e só então a administração do medicamento seja feita.
Ao contrário do que muitos pensam, vermífugos não previnem a presença de vermes. Então se o seu cachorro não tem contato com vermes a vida inteira, por que ele deve submeter o organismo a tantas administrações de remédio?
Em gatos, a situação é ainda mais delicada. Como vivem dentro de casa, sem contato com nenhum outro cão ou fezes contaminadas, como poderia criar vermes dentro do seu organismo? Verme não brota, somente com contato ou ingestão de larvas há a transmissão. Recomendamos também o exame de fezes periodicamente em felinos, principalmente para aqueles que “dão voltinhas na rua” ou convivem com cachorros.
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Antonella Chiaratti
Desde bem pequena sentia necessidade de saber o que fazer diante de animais machucados, atropelados, sangrando, com dor.
Confesso ser apaixonada pela minha profissão e extremamente grata a Deus por ter me mostrado desde sempre minha missão. Não imagino minha vida em outro papel.

Atualmente, meu maior desafio é mostrar para os tutores o respeito por animais durante a criação desde filhotes até idosos, incluindo suas limitações. Há muito trabalho pela frente.

@antonellaespecialistavet

Formada pela Unimar
Diretora Clínica e Médica Veterinaria no Vitale| Centro Médico Veterinário @vitalecmv
Pós graduada em Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais
Pós graduada em Clínica e Cirurgia de Felinos
Pós graduada em Emergência e Terapia Intensiva
Atua em atendimentos de pacientes cães e gatos nas áreas de geriatria, nefrologia, dermatologia e doenças de diagnósticos complicados.

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